Matéria Sobre a AvantGarde no Jornal Estado de Minas

Por: AUGUSTO GUIMARÃES PIO E HERLANE MEIRA

Muita gente sonha em cantar ou tocar um instrumento, mas não sabe como transformar esse desejo em realidade. Belo Horizonte conta com uma boa variedade de escolas de música, que ensinam técnicas para violão, bateria, guitarra, teclados e baixo, entre tantos outros instrumentos. Normalmente, essas escolas são geridas por bons instrumentistas, como a AvantGarde, localizada no Bairro Gutierrez, na Região Oeste de BH, comandada pelo baixista Giovanni Nogueira Mendes.

A escola existe há 22 anos com o nome de ProMusic, mas em 2016, após separação da sociedade, passou a se chamar Avantgarde. “Oferecemos aulas de instrumentos como violão, contrabaixo, guitarra, teclado, piano, sax, flauta, bateria, percussão, cavaquinho e ukulele, além de canto, musicalização infantil e aulas complementares de teoria, percepção, harmonia e práticas em conjunto. Temos também cursos de DJ e produção musical”, conta Giovanni, que está há 30 anos no ramo.

“Minha paixão pela música surgiu durante os campeonatos de skate da minha adolescência. Meu sonho antes era ser skatista. Logo essa paixão passou para a música. Mudei-me para BH para estudar e fazer um curso de pré-vestibular. Percebi que as universidades só ensinavam música erudita e o meu desejo era ser baixista. Então, entrei na escola Música de Minas, de Milton Nascimento e Wagner Tiso. Depois de alguns anos de estudo fui convidado a dar aula de baixo, tornando-me o primeiro aluno a virar professor dessa renomada escola”, orgulha-se Giovanni.

“Aí nasceu a minha paixão para lecionar. Nos anos 80, mudei-me para São Paulo para aprimorar meus estudos com o saudoso baixista Claudio Bertrami e depois para o Rio de Janeiro, onde estudei com o grande baixista Arthur Maia, mas sempre lecionando aulas de baixo, teoria e harmonia. Nos anos 90, fui para a Califórnia para estudar no Musicians Institute, em Hollywood. Lá, formei-me com honras e, em 1993, retornei para BH com a intenção de abrir uma escola de música, trazendo as novidades às quais tive acesso.”

Em 1994, fundou a Pro-Music Escola de Música, na qual tinha um sócio para ajudar na parte administrativa. “O objetivo era ensinar música de qualidade, por meio de metodologia própria e inovadora, inspirada em minha formação no Musicians Institute na Califórnia e na Universidade Federal de Minas Gerais. Nesses 23 anos, mais de 15 mil alunos passaram por lá. A escola se consolidou no mercado musical, sendo respeitada e reconhecida em todo o Brasil, especialmente pela qualidade do seu corpo docente e pelo método de ensino. Em 2017, optei pela cisão da sociedade, a partir da qual fiquei responsável pelas unidades Gutierrez e Buritis. Essas duas unidades permanecem com a metodologia (Pro-Music), a qual detenho os direitos autorais.”

Giovanni conta que percebeu que esse era o momento de dar a cara dele novamente à escola, resgatar e reestruturar as unidades, “investindo na melhoria da estrutura física, como salas de aula, criação de espaço de convivência destinado às apresentações musicais e aberto aos familiares e amigos dos alunos, em um sistema de gestão em que todos os pais e alunos podem ter acesso, na reciclagem do corpo docente e na qualidade dos equipamentos”.

Ele ressalta que a escola tem professores altamente qualificados e especializa- dos nos estilos musicais jazz, blues, rock e MPB. “A oferta de práticas em conjunto de diferentes estilos musicais potencializa o aprendizado dos alunos, que, desde o início, são estimulados a tocar com outras pessoas e ampliam o repertório em diferentes estilos”, ressalta Giovanni. Segundo o empresário, a escola propicia aos alunos apresentações mensais abertas ao público externo no espaço Avantgarde e festivais em grandes casas de shows de BH. Os alunos das práticas blues e jazz da escola tocam todos os anos no Festival de Jazz e Blues de Tiradentes, no qual ele é o curador. “A Avantgarde é uma referência em escola inclusiva, atendendo alunos com necessidades especiais, jovens em vulnerabilidade social e terceira idade.”

Com 29 colaboradores, Giovanni diz que esse mercado está muito concorrido. “Para vencer nesse ramo é preciso muita paixão, saber lecionar música, qualidade no ensino ofertado, ter parcerias em lojas e marcas de instrumentos musicais, propiciar um aprendizado musical atrelado à vivência de apresentações dos alunos em espaços de shows, bares e festivais, além de ética nas relações de trabalho”, afirma.

AvantGarde no Jornal Estado de Minas.

Marcado com:

Nenhum comentário ainda, adicione o seu abaixo!


Adicionar comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentário *
Name *
Email *